domingo, 5 de maio de 2019

TOC- Uma Comédia Obsessiva Compulsiva

 
TOC- Uma comédia Obsessiva Compulsiva é uma montagem gaúcha que estreou no Porto Verão Alegre, em janeiro, e cumpre atualmente a segunda temporada igualmente com grande sucesso de critica e  publico.
 
Assisti ontem no Theatro São Pedro-que estava LOTADO- e fiquei imensamente feliz em ver o Teatro assim, cheio de gente prestigiando a arte local. Me senti orgulhosa, ainda mais ao perceber que eu não conhecia ninguém, ou seja, não era o publico frequentador de teatro “de sempre” – até mesmo porque esse “de sempre” estava assistindo a programação do Festival Palco Giratório que acontece  durante todo o mês de maio, em Porto Alegre.  
O cenário é simples, quase minimalista e muito bem construído: Uma sala de espera de um consultório: com um sofá, uma mesa e seis cadeiras (3 de cada). Uma unica porta e o piso delimitado com led, demonstrando a contenção espacial. Neste ambiente chegam, um por vez, os pacientes do Dr. Clóvis Schartzmann . A primeira paciente tem TOC com limpeza. A segunda, com mania de perseguição e o terceiro- entre outras coisas- tem sinceridade compulsiva. Fala sempre a verdade, não importando o que isso possa acarretar em suas relações. Enquanto aguardam e, à medida em que se apresentam, vão aos poucos tentando entender porque todos estão ali, timidamente mostrando suas vulnerabilidades - nos dando pequenas pinceladas do motivo que os levou ao Dr. Clóvis Schartzmann  (que ninguém conhece pessoalmente).

 
Chega então um quarto elemento: um entregador de pizzas com um pedido feito para aquele endereço. Como ninguem fez o pedido e ele se recusa a ir embora antes de receber o dinheiro, resolve aguardar o Doutor chegar. O que se passa naquelas horas de espera é hilário. Passando do trágico ao cômico, os pacientes encaram as suas fobias através de uma nova perspectiva: o outro. E, como estão no “mesmo barco”, conseguem se abrir...dividindo suas dores e angustias.  A empatia de saber ouvir – sem julgar- colocando-se no lugar do outro opera milagres.  Essa é a principal idéia da peça. A doença não é o protagonista e sim a Cura, que se dá através do convívio e da troca de experiências.
Mostrar que, independente das manias, (ou por causa delas) cada um é único, mas todos merecem o seu lugar no grupo, na sociedade, no mundo. Acolhimento e respeito são chaves que transformam vidas para sempre.

É muito bonita e bastante lúdica a abordagem inclusiva da peça. No gênero da comédia é relativamente fácil cair no lugar comum, tentando atingir o espectador a qualquer custo, mas não é o que se vê nesta montagem que conta com uma equipe afinada e de talentos que se somam.

A direção atenta de Lutti Pereira faz o texto de Artur José Pinto criar vida através da encenação que conta com um elenco perfeitamente entrosado e equilibrado, composto por Leticia Kleemann – ("Elas"/ Açorianos de melhor atriz coadjuvante  por  “Nós (em off)”), Juliana Barros (“O método Abreuq”/ “Os dois Gemeos Venezianos”), Daniel Lion e Vinicius Petry que também assina o desenho de som.
A iluminação de Fernando Ochoa acompanha a curva tragicômica-dramática do texto valorizando e evidenciando nuances do cenário. A concepção do figurino de Daniel Lion, premiado por “Arena Selvagem, “Metamorphosis” e “Pequeno Trabalho para Velhos Palhaços” entre outros,  é simples e perfeitamente adequada, ajudando a compor o perfil psicológico dos personagens. 

Apesar da excelente acústica do teatro, a escolha pelo uso de microfonia, pouco utilizada nas produções locais,  foi bastante positiva. Ainda merecendo atenção especial à regulagem entre os diferentes timbres de voz dos atores.
É uma comédia atemporal que tem tudo para seguir arrancando aplausos e risadas por muitas temporadas no cenário cultural gaucho e quiçá, alçar voos mais altos.
Eu recomendo.
É uma terapia intensiva de BOM humor e algo mais...

Indicado a todos, principalmente aos virginianos!
Porquê de perto, ninguém é normal.
E rir é sempre o melhor remédio.
 
Vá ao teatro!

Ana Paula Bardini
 



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

COMUNIDADE




Em cartaz no teatro do Instituto Ling o solo do performer Ismael Caneppele, livre adaptação da obra de Albert Camus “O Estrangeiro”, retrata uma COMUNIDADE incomum e perigosamente real.



Em cena um homem – sentado - no lado esquerdo do palco. Microfones, câmeras estrategicamente posicionadas, projeções, um computador e um sintetizador de som. Tudo comandado por ele mesmo. Em uma narrativa linear, o personagem nos conta sua história desde o momento em que recebeu o telefonema comunicando a  morte de sua mãe. Sua reação, robotizada e desprovida de emoção, nos dá uma pista de seu perfil psicológico. A partir da notícia ele segue no automático. Repassa ao público suas ações e reações como se estivesse conversando consigo mesmo, num fluxo incessante de pensamento.  Compartilhando a escuridão de uma mente confusa, como um bote salva-vidas à deriva, ele se utiliza da lógica para seguir. Um ser que sobrevive os seus dias cumprindo protocolos, enredado em uma rotina suicida que o sobrecarrega e ao mesmo tempo o mantém vivo. Sobrevivendo em um mundo estranho, embarca em um trem rumo à cidade onde sua mãe havia sido “depositada” de comum acordo em um asilo. Ao chegar, recusa-se a ver o caixão aberto, sequer se despede de sua mãe. Percebemos aí a tônica da relação: a ausência do afeto mãe/filho e a total falta de vinculo. A inexistência do amor primordial, responsável pela base do ser humano e a forma de relacionar-se com o mundo. Durante os  primeiros 30 minutos de peça, ele não se mexe. Apenas sua voz é ouvida de maneira monocórdica, reforçando a falta de sentimentos, empatia, emoção e vida. Muitas vezes, a plateia se sente incomodada por essa Não-Presença-Cênica do ator. É quase como se ele não estivesse lá. Apenas sua voz. Chata. Repetitiva. E,mesmo assim, ela prende. Ela nos faz procurar, quase implorar, por um resquício de humanidade. Ansiar pelo momento em que a redoma protetora será finalmente rompida e as emoções virão à tona. O distanciamento nos perturba. Nos incomoda. Perceber a desconexão nos faz pensar em que momento nos perdemos de nós.


Caneppele - que também assina texto e direção –  provoca o espectador em um espetáculo denso, sombrio, abordando  questões sobre pertencimento, sentido e significado, identidade e empatia.
 
Trazendo à tona algo obscuro, submerso no inconsciente: o instante em que a complexidade existencial do “ser humano” atinge seu nível máximo, resta apenas o “ser”.
Atrelado à necessidade de resistir emerge um estrangeiro invulnerável - (ou quase).

 

Ana Paula Bardini

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A Alma Imoral


 
 
 
 
 
Linhas brancas convergentes demarcam o piso.
Nele, uma cadeira Panthon preta, assim como o restante do palco, é o único objeto cênico. A imaginação é imediatamente despertada pela imagem mental que se forma, tudo é signo. A Alma Imoral -há 12 anos em cartaz- atualmente cumprindo temporada simultânea em São Paulo, no Teatro Eva Hertz e no Rio, na Casa de Cultura Laura Alvin, impressiona pela simplicidade e contundência. 



Para quem leu o livro de Nilton Bonder, complexo pela simplicidade, duvida de que,  enquanto dramaturgia,  seja possível encená-lo.  Nele, não existem diálogos, Não existe drama. Como se o grande dilema da própria existência não fosse drama suficiente.E isso foi exatamente o que despertou o interesse da atriz  Clarice Niskier, uma judia/budista, como ela mesma se define.

Antes do inicio do espetáculo, um bate-papo informal aproxima o espectador da história que será contada em seguida.  Somos convidados a adentrar no mais intimo da nossa essência sem julgamentos, nos despindo de verdades absolutas.  Uma vez aceito o convite, inicia-se a viagem. E que viagem!

 


O figurino, assim como o cenário,  é igualmente minimalista: Um pano preto (de tecido fluido e grandes proporções) que se transforma em muitas possibilidades durante o espetáculo. Servindo ora de coberta, ora de manto, saia, vestido, pano, adorno e assim por diante. Clarice conversa com a nossa alma e sua nudez serve como metáfora para explicar grandes  paradigmas e preceitos básicos da religião judaica. O texto traça um paralelo entre o corpo e a alma, afirmando que, enquanto um precisa de tradição para seguir adiante (o corpo) , o outro , ao contrário, precisa trair, romper, para transgredir (a alma). Disso depende a evolução. Por isso a alma está acima do bem e do mal, sendo IMORAL. Sim, isso mesmo: imoral e não imortal, como ela mesma faz questão de ressaltar. Nossos valores e conceitos reforçados ao longo de 2.000 anos, são postos à prova. A riqueza de informações e conhecimento adquiridos durante os  70 minutos de peça é imensurável. Dela, saímos verdadeiramente tocados e (inevitavelmente) com a consciência ampliada.

Durante o espetáculo, a atenção plena e o silêncio na platéia, reverberam internamente em cada um. Gerando um grande eco. Abrindo portas e comportas.

Neste monólogo Clarice nos brinda com uma interpretação incrível e entrega visceral. Um belíssimo exemplo do “estar a serviço”, que constitui a essência primordial do trabalho do ator.

 


Assistir A Alma Imoral é uma experiência única, que merece bis.

 




Ana Paula Bardini

 

 


domingo, 16 de setembro de 2018

ISAURA GARCIA - o musical



 

“Onde você estiver não se esqueça de mim, onde você estiver não se esqueça de mim.”

 

O teatro musical biográfico continua nos brindando com grandes sucessos e eternizando nomes da nossa história. Este é mais um belo exemplo disso. Em sua primeira direção, o ator e também produtor do espetáculo Kleber Toledo, em parceria com o neto de Isaurinha, Rick Garcia trazem um presente aos fãs e admiradores de uma das mais importantes personalidades da MPB da época de ouro do rádio no Brasil. Isaura Garcia- O musical em cartaz no Teatro OI Casagrande no Leblon, Rio de Janeiro, é uma grande produção.
 

 
Três grandes atrizes tem a tarefa (e a honra) de representar Isaurinha durante a sua trajetória -  Kiara Sasso (O Fantasma da Ópera, Miss Saigon, A Noviça Rebelde, Mamma Mia), Soraya Ravenle ( A Estrela Dalva, A Ópera do Malandro, Boca de Ouro)  e Rosamaria Murtinho (Dorotéia)- o espetáculo acompanha a sua vida  desprovida de filtros, mostrando igualmente sucessos e fracassos. De personalidade forte, nascida no bairro do Brás em São Paulo, extremamente passional, e ao mesmo tempo frágil , Isaurinha  buscava desesperadamente o amor. Com um histórico de violência desde a infância, tentou suicídio diversas vezes durante sua vida.

“Em cena nada é ficção.” Como ela mesma faz questão de afirmar.
 
 

Todas as três atrizes estão muito bem em cena defendendo a personagem nas diferentes fases da vida. Com um toque confessional lindo- representando a fase madura de Isaurinha e  ao mesmo tempo sendo a narradora da história- Rosamaria Murtinho , que já havia representado Isaurinha em 2003 na peça "Isaurinha - samba, jazz & bossa nova", merece destaque especial. Ela rouba a cena ( e o coração) ao interpretar divinamente os grandes sucessos consagrados de Isaurinha.

Com muita nostalgia, somos envolvidos pelos versos conhecidos de Lupicínio Rodrigues eternizados na voz da cantora:

 

"Esses moços, pobres moços
Ah! Se soubessem o que eu sei
Não amavam, não passavam
Aquilo que já passei"

 

                               E lembramos também de Dolores Duran

 

"Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
quero a primeira estrela que vier
para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero paz de criança dormindo
quero o abandono de flores se abrindo
para enfeitar a noite do meu bem"

O repertório preferido de Isaurinha (como boa pisciana que era) versava sempre sobre o amor idealizado. A grande paixão de sua vida  foi o organista pernambucano Walter Wanderlei, com quem foi casada e teve uma única filha. 

O espetáculo é cenicamente muito bonito, empolgante e surpreende pela projeção dos cenários em três planos que ocupam totalmente o fundo do palco, criando profundidade e perspectiva. Permitindo agilidade na troca de cenas, com objetos pontuais sendo inseridos representando a passagem cronológica do tempo.  O elenco é formado por 25 atores/cantores/bailarinos e orquestra.
 
 

 

A platéia comovida não disfarça o apreço. Muitos ali participaram de toda a trajetória de Isaurinha, são fãs e admiradores que se sentem enaltecidos. Até mesmo quem não a conheceu- ou não viveu a fase de ouro do rádio (como eu) - se emociona muito. 

É lindo e vale a pena!
Sempre vale... ir ao teatro é um dos grandes prazeres da vida. Vai!

 
"Quem sabe um dia
Por descuido ou poesia
Você goste de ficar"
 
 

Ana Paula Bardini 


 

 

 

sábado, 15 de setembro de 2018

Pippin o musical

 
 

Acredito que o papel da arte seja, entre outras coisas, trazer magia para a nossa vida. E isto é o que a Mestre de Cerimônias anuncia no inicio do espetáculo: “Nós temos mágicas” / "Magic to Do"
(A musica que inspirou a abertura do Fantástico.).

 
 



Em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, a remontagem brasileira de Pippin- o Musical com direção de  Charles Moeller & Claudio Botelho (e um elenco de tirar o fôlego) cumpre a promessa e atinge o público de uma forma arrebatadora oferecendo mais de duas horas de magia e encanto.  A dupla, com larga experiência no teatro musical - e sucessos como: Nine- Um musical Feliniano, O que terá acontecido a Baby Jane, A Noviça Rebelde, Hair, Beatles num céu de Diamantes entre outros - aliados à qualidade técnica dos atores e equipe fazem deste espetáculo uma experiência inesquecível.  

 

A história,  que teve sua estréia na  Broadway em 1972,   é contada através da mestre de cerimônias (Totia Meireles )  no  comando de sua trupe de atores/ cantores/bailarinos, onde todos representam um papel, mas somente Pippin (Felipe de Carolis) o vive verdadeiramente. E isso fica bastante evidente não só na diferença entre os figurinos e maquiagem, como na dinâmica de atuação e diálogos no desenvolvimento da trama.

A "jornada do  herói" tem inicio quando, após finalizar seus estudos, o príncipe herdeiro do trono, idealista e cheio de boas intenções, retorna ao reino de seu pai, o Rei Carlos Magno (Jonas Bloch), com o forte propósito de fazer de sua vida algo extraordinário. Ele não sabe muito bem o que é este algo e sai em busca de respostas. Vai à guerra e descobre que ser um herói de guerra não é a resposta à sua busca e então procura sua avó paterna Berthe (Nicette Bruno) exilada da corte por culpa de sua nora e madrasta de Pippin Fastrada (Adriana Garambone) e conta para ela todas as suas ansiedades e a busca de um sentido para sua vida. Em uma atuação que leva às lágrimas qualquer um, a avó lhe dá uma lição de vida e de ânimo....mandando ele aproveitar a juventude. Quando canta para ele  A VIDA é Só Uma /  "No Time at All"
 
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“Vai que a vida é só uma.
Vai se bagunçar depois a gente te arruma.

Vai sem pensar, porque não tem talvez. Viver é só uma vez.”

 

Como se não bastasse assistir esta grande atriz esbanjando alegria e sabedoria, do alto de seus 85 anos, cantando e encantando uma plateia ávida, olhar para Felipe  - embevecido e totalmente emocionado sem conter as lágrimas -  fez-me soltar de vez. Chorei pela beleza do efêmero e pelos encontros que o teatro propicia. Foi lindo demais, que momento mágico!  ( e a musica fica na cabeça por dias...).

Ao retornar à corte, Pippin confronta seu pai pelas atitudes autoritárias contra o povo e, supondo que faria tudo melhor, o mata. Assume então o reino e após por em prática suas ideias percebe que foi um erro e se arrepende imensamente do que fez. Como num passe de mágica, ao se arrepender, o Rei volta e reassume seu lugar fazendo com que  Pippin se sinta mais uma vez sozinho e abandonado. Após uma noite de orgia, Pippin é encontrado à margem da estrada por Catharina (Christiana Pompeo) próximo à sua fazenda, ela é  viúva e mãe de Theo (Luiz Felipe Mello) que decide cuidar dele até ele se recuperar. E ele acaba ficando, porém totalmente apático...

Envolvido pelo dia a dia e rotina da vida simples da fazenda. Ao se dar conta, um ano se passou, e quando percebe que se apaixonou por Catharina decide ir embora, pois isso é muito distante do fato extraordinário que busca para sua vida.

Desde o inicio do espetáculo, a Mestre de Cerimônias promete a todos um Grand Finale. A expectativa é grande e tudo vai se direcionando para isso, no entanto o que acontece é imprevisível quando Pippin se nega a representar seu papel. Instantaneamente a brincadeira acaba. Ela ordena que as luzes se acendam, o espetáculo termina e a trupe recolhe suas coisas deixando o palco. Nele ficam apenas Catharina, Pippin e o pequeno Theo – sem magia, nem figurinos - (só amor). O Grand Finale enfim acontece, de uma forma diferente do previsto e muito mais lindo com certeza.

 


O cenário e figurinos são de encher os olhos. Tudo muito alegre, lúdico e com fortes referências de circo e commedia dell'arte. As musicas são executadas por uma orquestra afinada e extremamente profissional dando conta das 14 canções do espetáculo, executadas com precisão.

O elenco é composto por 17 atores onde todos desempenham brilhantemente seus papéis corroborando com a história.
Com destaque especial para Guilherme Logullo e seu hilário Lewis - meio irmão de Pippin , o apaixonante ator mirim Luiz Felipe Mello dando vida e carisma ao Theo, Christiana Pompeu e a comicidade segura de sua personagem Catharina (além da voz espetacular), Nicette Bruno pela presença cênica  e lição de vida ,  Felipe de Carolis  (um espetáculo à parte) vem deixando a sua marca por onde passa nos diferentes gêneros,  talentosíssimo (me encantou desde o primeiro instante, virei fã) - e Totia Meireles, uma atriz com muita experiência em musicais,  totalmente à vontade e voando em cena. Me arrisco a dizer, no papel de sua vida como Mestre de Cerimônias! Ela arrebenta e arrebata a platéia, merecendo todos os elogios.  
 
Chama a atenção o preparo  e disponibilidade corporal de  todo o elenco resultando em coreografias  espetaculares.


Uma montagem requintada pela qualidade  e cuidado nos  detalhes, Pippin- O Musical inspira sonho e esperança. Ao meu ver, já é um dos grandes sucessos da temporada cultural de 2018!
Mais uma história a nos lembrar que, (geralmente) , fazer a diferença ou alcançar o extraordinário é mais simples do que pensamos.
 
“Extraordinary like me”

 
Saí da segunda sessão com a certeza de que a vida é realmente mágica quando a gente faz o que ama.
 


 
 


 

 

Vai sem pensar!!!

#EVOÉ

Ana Paula Bardini


(fotos divulgação)

 

Isso que é amor – O musical

  Ontem fui assistir Isso que é Amor – um musical com as canções de Luan Santana . Foi uma surpresa boa... É simples e ati...